
Sisos Inclusos
Uma cirurgia comum, mas que hoje se faz com muito mais planeamento e segurança
A maioria das pessoas chega a esta página com um misto de duas coisas: “quero despachar isto” e “tenho medo que corra mal (dor, inchaço, nervo)”.
É um medo legítimo. E é por isso que hoje a extração de sisos, sobretudo os inclusos, já não é “como antigamente”:
é um procedimento planeado, com opções para reduzir risco e com um pós-operatório cada vez mais bem controlado.
Como saber se esta consulta é para si?
Nem sempre é necessário extrair os sisos inclusos, mas existem várias situações em que existe indicação para fazer a extração do sisos inclusos.

Infeções repetidas e dor

Antes de alinhar os dentes, por falta de espaço

Complicações nos dentes adjacentes e quistos
As nossas tecnologias e estratégias que fazem a diferença
Como funciona o nosso processo
A primeira coisa é avaliar o risco
Muitas vezes uma radiografia simples chega.
Mas se houver sinais de proximidade ao nervo, sobretudo nos sisos inferiores, pode fazer sentido pedir um CBCT (exame 3D) para perceber com exatidão a relação do dente com o canal do nervo.
Isto não é “mais um exame”. É uma forma de reduzir risco e decidir a melhor estratégia.
Coronectomia: uma opção para proteger o nervo (em casos selecionados)
Há situações em que tirar o dente todo aumenta o risco de lesão do nervo.
Nesses casos, pode fazer sentido uma alternativa chamada coronectomia:
-
removemos a coroa do dente
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deixamos as raízes no osso, junto ao nervo
-
acompanhamos a evolução
Em muitos doentes, as raízes mantêm-se estáveis ou afastam-se ligeiramente ao longo do tempo, e o risco de lesão nervosa reduz-se de forma significativa.
Não é para todos os casos, mas é uma opção importante quando o objetivo é tratar o problema sem “forçar” o risco.
Cirurgia mais precisa e menos traumática
Quando a extração completa é indicada, a nossa abordagem é sempre minimizar trauma:
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acessos e incisões conservadores
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remoção por etapas (odontosecção), quando útil
-
técnicas e instrumentos que permitem maior precisão em zonas delicadas (em casos selecionados)
O objetivo é simples:
menos agressão = menos edema, menos dor, recuperação mais rápida
Pós-operatório: controlar bem dor e inchaço faz toda a diferença
Hoje a tendência é usar analgesia multimodal — combinar medicação de forma inteligente para:
-
controlar a dor de forma eficaz
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reduzir a necessidade de medicação mais pesada
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permitir uma recuperação mais confortável
Em alguns casos faz sentido usar medidas adicionais para reduzir edema (por exemplo, medicação peri-operatória), sempre de forma individualizada e segura.
Sedação: quando o conforto e a ansiedade contam (se disponível/indicado)
Para doentes muito ansiosos, ou para cirurgias mais longas/complexas, pode fazer sentido realizar o procedimento com sedação (quando existe equipa e condições para isso).
O objetivo não é “adormecer por adormecer”. É tornar a experiência mais tranquila e permitir uma cirurgia mais serena e controlada.
O que pode esperar da recuperação
Na consulta explicamos com clareza:
-
o que é normal sentir nos primeiros dias
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alimentação, higiene e cuidados
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quando volta ao trabalho/atividade física
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sinais que justificam contacto imediato
-
plano de acompanhamento (e como nos contactar)

Quer saber mais sobre a cirurgia de sisos inclusos?
Acreditamos que estar informado(a) e esclarecido(a) mesmo antes da consulta é um passo essencial, por isso partilhamos consigo o nosso "Guia de Sisos Inclusos para Pacientes".
Perguntas Frequentes
1 / É sempre preciso tirar os sisos?
Não. Depende da posição, sintomas e risco futuro. Às vezes a melhor decisão é vigiar.
2 / Há risco de ficar com dormência do lábio?
O risco varia consoante a posição do siso e a proximidade ao nervo. O CBCT ajuda-nos a avaliar isso e, quando indicado, a considerar alternativas como coronectomia.
3 / Vou ficar muito inchado(a)?
Depende do grau de inclusão e da técnica. Planeamento e cuidados reduzem bastante edema e desconforto.
