
Doenças dos Maxilares
É preciso diagnosticar bem, tratar com precisão e recuperar com tranquilidade
Quando aparece uma lesão no maxilar, uma infeção mais complexa, ou um achado num exame que ninguém sabe bem explicar, é normal sentir ansiedade. Às vezes a pessoa nem tem dor, mas fica com a pergunta na cabeça: “Isto é grave?” “O que vem a seguir?”
A nossa consulta serve para isso: perceber exatamente o que está a acontecer, explicar opções com clareza e definir um plano com o mínimo de incerteza possível.
Como saber se esta consulta é para si?
Quando falamos em doenças dos maxilares estamos a falar dos problemas do osso do maxilar e da mandíbula, com ou sem envolvimento de estruturas adjacentes, como:
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Quistos e tumores dos maxilares
Lesões dos maxilares relacionadas com dentes e estruturas adjacentes podem crescer de forma silenciosa e causar dor, infeção, deformidade óssea ou deslocação dentária. Fazemos diagnóstico imagiológico e histológico preciso para definir o tratamento mais conservador e seguro em cada caso.

Infeções odontogénicas e sinusite maxilar
Algumas infeções dentárias ultrapassam o dente e atingem os tecidos profundos da face e pescoço, exigindo abordagem rápida e especializada. Também tratamos sinusites maxilares de causa dentária, atuando na origem do problema para controlo da infeção e prevenção de recorrências.

Infeções e quistos de dentes desvitalizados
Quando uma lesão na ponta da raiz persiste após tratamento de canal, é essencial reavaliar o caso com detalhe. Investigamos a causa (infeção residual, fratura radicular, quisto, extrusão de material, entre outras) e definimos a melhor solução: retratamento, cirurgia apical ou alternativa reabilitadora.
Quando deve ser avaliado(a) com mais prioridade
Como funciona o nosso processo
Como avaliamos (e porque isto traz segurança)
Em patologia dos maxilares, o diagnóstico é metade do tratamento.
Na consulta:
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ouvimos a história (o que sente, há quanto tempo, como evoluiu)
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avaliamos clinicamente e correlacionamos com exames
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se for útil, pedimos exames 3D (TC/CBCT) para ver a lesão com detalhe, perceber limites e relação com estruturas importantes (raízes, nervos, seio maxilar)
Isto permite tomar decisões mais informadas — e muitas vezes evitar tratamentos a mais ou a menos.
Como tratamos: menos invasivo quando é possível, mais completo quando é necessário
Um dos maiores avanços dos últimos anos foi melhorar a decisão entre abordagens conservadoras e abordagens mais extensas, caso a caso.
Em quistos maiores: reduzir antes de remover pode ser o melhor caminho
Em alguns quistos extensos, pode fazer sentido uma estratégia em dois tempos:
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descompressão/marsupialização (uma pequena abertura para aliviar e reduzir volume)
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depois, uma cirurgia definitiva mais simples e segura
Em lesões mais agressivas: o foco é controlar a doença em segurança.
Há situações em que é preciso ser mais definitivo, com remoção ampla e margens de segurança.
Nesses casos, o planeamento é ainda mais importante para garantir controlo da doença e reabilitação funcional/estética.
Microcirurgia e precisão: onde a tecnologia ajuda mesmo
Em cirurgias delicadas (por exemplo, perto de nervos ou raízes), a precisão faz diferença para o conforto e para a recuperação.
Em casos selecionados podemos recorrer a:
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planeamento digital 3D
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guias cirúrgicas (quando indicado) para orientar cortes e acessos
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microcirurgia endodôntica (apicectomia moderna) quando existe indicação para tentar salvar um dente, em vez de extrair
Apicectomia moderna (quando faz sentido)
A apicectomia evoluiu muito. Hoje, em casos selecionados, pode ser uma alternativa real para preservar dentes com lesões persistentes, graças a:
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magnificação (microscópio)
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instrumentos ultrassónicos
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materiais biocerâmicos de selagem
A decisão depende do dente, do tipo de lesão e do prognóstico. O importante é: explicamos consigo o que é possível e o que não é.
Sinusite de origem dentária: quando a solução é em equipa
Quando o problema envolve o seio maxilar, muitas vezes o melhor resultado vem de uma abordagem coordenada:
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tratar a causa dentária/oral
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se necessário, realizar microcirurgia endoscópica do seio maxilar
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e, em alguns casos, pode ser necessário articular com ORL para tratamento nasal
O objetivo é resolver a origem e diminuir recidivas, com a abordagem menos traumática possível.
Regeneração óssea: enxertar sempre? Nem sempre.
Nem todas as cavidades precisam de enxerto. Em muitas situações o próprio organismo consegue regenerar bem, desde que:
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a cavidade não seja demasiado grande
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não haja infeção ativa
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haja boas condições de cicatrização
Quando há necessidade de reconstrução (defeitos extensos, necessidade de reabilitação, situações específicas), existem hoje biomateriais e técnicas que permitem regeneração eficaz e segura — sem “exagerar” no tratamento.
O que pode esperar da recuperação
Depende do tipo de lesão e da abordagem. Na consulta explicamos:
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passos do tratamento
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o que vai sentir e em que fases
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cuidados no pós-operatório
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sinais normais vs sinais de alerta
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plano de acompanhamento e reavaliação (muito importante em certas lesões)

Quer saber mais sobre o tratamento das doenças dos maxilares?
Acreditamos que estar informado(a) e esclarecido(a) mesmo antes da consulta é um passo essencial, por isso partilhamos consigo o nosso "Guia de Doenças dos Maxilares para Pacientes".
Perguntas Frequentes
1 / Isto significa que tenho um tumor?
Nem sempre. Muitas lesões são benignas e tratáveis. O primeiro passo é diagnosticar bem.
2 / Vou precisar de uma cirurgia grande?
Depende. Muitos casos resolvem-se com abordagens conservadoras; outros exigem uma abordagem mais completa. A decisão é sempre explicada e discutida consigo.
3 / Vou ficar com um “buraco” no osso?
Muitas cavidades regeneram bem. Quando é preciso regenerar, planeamos de forma segura.
