top of page

Doenças dos Maxilares

É preciso diagnosticar bem, tratar com precisão e recuperar com tranquilidade

 

Quando aparece uma lesão no maxilar, uma infeção mais complexa, ou um achado num exame que ninguém sabe bem explicar, é normal sentir ansiedade. Às vezes a pessoa nem tem dor, mas fica com a pergunta na cabeça: “Isto é grave?” “O que vem a seguir?”

 

A nossa consulta serve para isso: perceber exatamente o que está a acontecer, explicar opções com clareza e definir um plano com o mínimo de incerteza possível.

Como saber se esta consulta é para si?

Quando falamos em doenças dos maxilares estamos a falar dos problemas do osso do maxilar e da mandíbula, com ou sem envolvimento de estruturas adjacentes, como:

Design sem nome (4).png

Quistos e tumores dos maxilares

Lesões dos maxilares relacionadas com dentes e estruturas adjacentes podem crescer de forma silenciosa e causar dor, infeção, deformidade óssea ou deslocação dentária. Fazemos diagnóstico imagiológico e histológico preciso para definir o tratamento mais conservador e seguro em cada caso.

036a698b5eb0be2b24088b01e6615f_big_galle

Infeções odontogénicas e sinusite maxilar

Algumas infeções dentárias ultrapassam o dente e atingem os tecidos profundos da face e pescoço, exigindo abordagem rápida e especializada. Também tratamos sinusites maxilares de causa dentária, atuando na origem do problema para controlo da infeção e prevenção de recorrências.

CBCT-images-3D-reconstruction-demonstrating-massive-destruction-of-the-buccal-cortex_edite

Infeções e quistos de dentes desvitalizados

Quando uma lesão na ponta da raiz persiste após tratamento de canal, é essencial reavaliar o caso com detalhe. Investigamos a causa (infeção residual, fratura radicular, quisto, extrusão de material, entre outras) e definimos a melhor solução: retratamento, cirurgia apical ou alternativa reabilitadora.

Quando deve ser avaliado(a) com mais prioridade

Como funciona o nosso processo

Como avaliamos (e porque isto traz segurança)

Em patologia dos maxilares, o diagnóstico é metade do tratamento.

 

Na consulta:

  • ouvimos a história (o que sente, há quanto tempo, como evoluiu)

  • avaliamos clinicamente e correlacionamos com exames

  • se for útil, pedimos exames 3D (TC/CBCT) para ver a lesão com detalhe, perceber limites e relação com estruturas importantes (raízes, nervos, seio maxilar)


Isto permite tomar decisões mais informadas — e muitas vezes evitar tratamentos a mais ou a menos.


Como tratamos: menos invasivo quando é possível, mais completo quando é necessário

Um dos maiores avanços dos últimos anos foi melhorar a decisão entre abordagens conservadoras e abordagens mais extensas, caso a caso.

Em quistos maiores: reduzir antes de remover pode ser o melhor caminho

Em alguns quistos extensos, pode fazer sentido uma estratégia em dois tempos:

  1. descompressão/marsupialização (uma pequena abertura para aliviar e reduzir volume)

  2. depois, uma cirurgia definitiva mais simples e segura

Em lesões mais agressivas: o foco é controlar a doença em segurança.

Há situações em que é preciso ser mais definitivo, com remoção ampla e margens de segurança.


Nesses casos, o planeamento é ainda mais importante para garantir controlo da doença e reabilitação funcional/estética.

Microcirurgia e precisão: onde a tecnologia ajuda mesmo

Em cirurgias delicadas (por exemplo, perto de nervos ou raízes), a precisão faz diferença para o conforto e para a recuperação.

Em casos selecionados podemos recorrer a:

  • planeamento digital 3D

  • guias cirúrgicas (quando indicado) para orientar cortes e acessos

  • microcirurgia endodôntica (apicectomia moderna) quando existe indicação para tentar salvar um dente, em vez de extrair

 


Apicectomia moderna (quando faz sentido)

A apicectomia evoluiu muito. Hoje, em casos selecionados, pode ser uma alternativa real para preservar dentes com lesões persistentes, graças a:

  • magnificação (microscópio)

  • instrumentos ultrassónicos

  • materiais biocerâmicos de selagem


A decisão depende do dente, do tipo de lesão e do prognóstico. O importante é: explicamos consigo o que é possível e o que não é.

Sinusite de origem dentária: quando a solução é em equipa

Quando o problema envolve o seio maxilar, muitas vezes o melhor resultado vem de uma abordagem coordenada:

  • tratar a causa dentária/oral

  • se necessário, realizar microcirurgia endoscópica do seio maxilar

  • e, em alguns casos, pode ser necessário articular com ORL para tratamento nasal

O objetivo é resolver a origem e diminuir recidivas, com a abordagem menos traumática possível.


Regeneração óssea: enxertar sempre? Nem sempre.

Nem todas as cavidades precisam de enxerto. Em muitas situações o próprio organismo consegue regenerar bem, desde que:

  • a cavidade não seja demasiado grande

  • não haja infeção ativa

  • haja boas condições de cicatrização

Quando há necessidade de reconstrução (defeitos extensos, necessidade de reabilitação, situações específicas), existem hoje biomateriais e técnicas que permitem regeneração eficaz e segura — sem “exagerar” no tratamento.


O que pode esperar da recuperação

Depende do tipo de lesão e da abordagem. Na consulta explicamos:

  • passos do tratamento

  • o que vai sentir e em que fases

  • cuidados no pós-operatório

  • sinais normais vs sinais de alerta

  • plano de acompanhamento e reavaliação (muito importante em certas lesões)
     

IMG-20251107-WA0022_edited.jpg

Quer saber mais sobre o tratamento das doenças dos maxilares?

Acreditamos que estar informado(a) e esclarecido(a) mesmo antes da consulta é um passo essencial, por isso partilhamos consigo o nosso "Guia de Doenças dos Maxilares para Pacientes".

Perguntas Frequentes

1 / Isto significa que tenho um tumor?

Nem sempre. Muitas lesões são benignas e tratáveis. O primeiro passo é diagnosticar bem.

2 / Vou precisar de uma cirurgia grande?

Depende. Muitos casos resolvem-se com abordagens conservadoras; outros exigem uma abordagem mais completa. A decisão é sempre explicada e discutida consigo.

3 / Vou ficar com um “buraco” no osso?

Muitas cavidades regeneram bem. Quando é preciso regenerar, planeamos de forma segura.

bottom of page