
Doenças das Glândulas Salivares
Se tem inchaço da face ou pescoço, sobretudo durante as refeições, ou episódios repetidos de infeção e dor, é natural ter preocupação.
A boa notícia é que hoje, em muitos casos, conseguimos tratar de forma mais conservadora e menos invasiva do que no passado.
Hoje, o objetivo é resolver o problema preservando a glândula, graças ao auxílio de tecnologias como a ecografia e sialoendoscopia e evitar riscos desnecessários.
Como saber se esta consulta é para si?
Se tem inchaço perto do maxilar ou do pescoço, sobretudo durante as refeições, ou episódios repetidos de infeção e dor.

Inchaço que aparece ao comer
Inchaço da face que aparece ou piora durante as refeições e depois diminui é muitas vezes sinal de obstrução do ducto salivar por cálculo (pedra), estreitamento do ducto (estenose), tampões de muco ou inflamação crónica que dificulta a saída da saliva.

Nódulos na face
Um “caroço” na zona da parótida (à frente ou abaixo da orelha) ou submandibular (abaixo do maxilar), por vezes indolor e de crescimento lento pode ser sinal de tumor benigno, quisto, gânglio reativo, inflamação localizada ou, raramente, lesões malignas; por isso deve ser avaliado.

Dor/inflamação recorrente
Episódios repetidos de dor, inchaço, sensação de pressão e, por vezes, febre ou mau sabor na boca podem ser sinais de sialadenite (infeção/inflamação), obstrução intermitente por cálculo/estenose ou doenças autoimunes (como Sjögren),.
As nossas tecnologias e estratégias que fazem a diferença
Como funciona o nosso processo
1) Diagnóstico avançado e personalizado
História dirigida (dor/inchaço às refeições, infeções, boca seca) + exame.
A ecografia ajuda a identificar:
-
cálculos e dilatações ductais
-
padrões inflamatórios
-
nódulos e quistos
2) Planeamento terapêutico
Escolhemos a estratégia menos invasiva que resolva o problema com segurança:
-
abordagem conservadora quando a origem é inflamatória/sistémica
-
endoscopia quando há obstrução
-
cirurgia seletiva quando há lesão tumoral/quística
3) Técnicas avançadas e minimamente invasivas
-
sialoendoscopia: diagnóstico e tratamento intraductal
-
cirurgia conservadora quando indicado, com preservação de função sempre que possível
4) Pós-operatório e seguimento
-
plano de controlo de dor/inflamação
-
reavaliação para garantir função e vigiar evolução

Quer saber mais sobre o tratamento das glândulas salivares?
Acreditamos que estar informado(a) e esclarecido(a) mesmo antes da consulta é um passo essencial, por isso partilhamos consigo o nosso "Guia de Glândulas Salivares para Pacientes".
Perguntas Frequentes
1 / O inchaço que aparece durante as refeições é sempre “uma pedra”?
Nem sempre, mas é uma das causas mais comuns. O inchaço associado às refeições costuma indicar que a saliva está a ter dificuldade em sair pelo ducto, por um cálculo, um estreitamento (estenose) ou inflamação. A avaliação clínica e, muitas vezes, uma ecografia ajudam a perceber a causa e o melhor tratamento.
2 / Preciso de TAC/ressonância ou a ecografia durante a consulta chega?
Em muitos casos, a ecografia é um ótimo primeiro exame: é rápida, não invasiva e dá informação muito útil. Se o caso o justificar (por exemplo, cálculos profundos, dúvidas diagnósticas ou nódulos específicos), podemos recomendar outros exames para completar a avaliação.
3 / Um nódulo na parótida ou submandibular é motivo de urgência?
Deve ser avaliado, mesmo que não doa. A maioria dos nódulos é benigna, mas só uma avaliação adequada consegue esclarecer com segurança. Se o nódulo estiver a crescer rapidamente, se houver dor intensa, alterações da pele, dormência ou fraqueza facial, deve procurar observação com maior prioridade.
