CIRURGIA ORTOGNÁTICA

Cirurgia Ortognática Minimamente Invasiva

Muitas pessoas chegam à ortognática depois de anos a “adaptar-se” à mordida: mastigar de lado, desgaste, tensão, vergonha de sorrir, ou a sensação de que “a cara não encaixa bem”.

É normal ter receio: é uma cirurgia importante e mexe com o rosto. Por isso, a consulta serve para uma coisa: perceber se há indicação e, se houver, explicar o percurso com calma e clareza.​

CADA CASO É ÚNICO

Como saber se esta consulta é para si?

A ortognática é considerada quando existe uma discrepância esquelética (dos maxilares) que não se resolve apenas com ortodontia.

mordida aberta

Problemas na mordida

Há situações em que o problema não está “só nos dentes”. A base óssea dos maxilares pode não estar alinhada e isso pode tornar difícil conseguir uma mordida estável apenas com ortodontia.

Sinais comuns:

  • dificuldade a morder ou mastigar certos alimentos,
  • desgaste dos dentes, sensação de “mordida instável” ou desvio ao fechar,
  • tensão muscular, desconforto ao mastigar ou ao fim do dia,
  • ​o seu ortodontista identifica que “não dá para compensar só com dentes”.
assimetria maxilar

Desarmonia da face

Muita gente vive anos a sentir que algo não está equilibrado no rosto, seja o perfil, o queixo ou assimetrias, mas não sabe que isso pode estar ligado à posição dos maxilares.

A cirurgia ortognática não é um “capricho estético”, é a correção da estrutura para melhorar harmonia e função.

​Pode estar presente como:

  • queixo muito recuado ou muito projetado,
  • assimetria visível (sobretudo ao sorrir ou falar),
  • sensação de que a face “não encaixa” com a mordida.
BiPAP-CPAP

Ressonar e sono não reparador

Ressonar e acordar cansado(a) não é “normal”. Em alguns casos, a posição dos maxilares e das estruturas associadas pode contribuir para um padrão respiratório menos eficiente durante o sono.

​Sinais que merecem avaliação:

  • ressonar frequente e intenso
  • acordar cansado(a), com sono “leve” ou não reparador
  • pausas respiratórias referidas por terceiros (se acontecer, é importante investigar).

As nossas tecnologias que fazem a diferença:

cirurgia guiada

Planeamento virtual

Recorremos ao planeamento virtual 3D, com integração de CBCT e scan intraoral, para um diagnóstico mais preciso e uma comunicação mais eficaz do planeamento e previsão do resultado.

Cranio digital

Guias customizadas

Recorremos a guias e férulas individuais de modo a garantir a previsibilidadde e precisão da cirurgia. Em casos selecionados, como assimetrias ou deformidades graves, recorremos a placas customizadas para aumentar a precisão.

implante dentario

Surgery First

Realizamos a cirurgia antes do início do tratamento ortodôntico, quando adequado, de modo a alcançar harmonia da face mais cedo e conseguir um percurso mais curto e confortável.

simetria

Cirurgia minimamente invasiva

​Adotamos técnicas minimamente invasivas de modo a que a recuperação seja mais rápida e confortável, e retome a sua vida social mais cedo.

Como funciona o nosso processo

  • 01

    Diagnóstico avançado e personalizado

    Avaliamos:

    • estética facial (simetria, proporções) e oclusão,
    • função (mastigação, fala, ATM) e impacto diário,
    • componente respiratória quando há roncopatia/suspeita de apneia (e articulamos com estudo do sono se necessário).
  • 02

    Planeamento cirúrgico virtual

     

    • modelação 3D e simulação de movimentos ósseos,
    • metas funcionais (oclusão estável) e estéticas (harmonia facial),
    • guias/férulas para transpor o plano para a cirurgia com elevada precisão.
  • 02

    Cirurgia com cicatrizes invisíveis e foco na estabilidade

    Cirurgia Minimamente Invasiva:

    • usamos abordagens intraorais (sem cicatrizes na face),
    • incisões mais pequenas e com menor sangramento e inchaço,
    • instrumentos menos traumáticos e mais seguros, como osteotomo piezoelétrico,
    • cirurgia e recuparação mais rápida e segura.
  • 04

    Protocolos modernos: Surgery First e alinhadores


    Sempre que possível optamos por:

    • realizar a cirurgia antes do tratamento ortodôntico para antecipar benefícios na harmonia facial e encurtar duração do tratamento,
    • tratamento ortodôntico com alinhadores invisíveis para maior conforto e estética no dia a dia com menor impacto social.
  • 05

    Pós-operatório e seguimento

     

    Estruturamos a recuperação:

    • alimentação por fases,
    • higiene oral adptada,
    • controlo de edema e analgesia,
    • revisões regulares e coordenação com ortodontia até estabilização final.

Conheça o Impacto na Vida dos Nossos Pacientes

FAQ

Perguntas Frequentes

O que acontece na consulta de avaliação?

A consulta é conduzida por médicos especialistas, que avaliam clinicamente o seu caso, analisam a mordida, a face, a função mandibular, a respiração e os exames que tenha trazido.

É também o momento para perceber os seus objetivos, esclarecer dúvidas e explicar se a cirurgia ortognática é indicada no seu caso. Não é uma consulta de venda: é uma avaliação médica e funcional.

A consulta tem custo?

Sim, a consulta de avaliação tem o custo de 80€. Este valor reflete o tempo dedicado pelos médicos especialistas, a análise clínica e o rigor da avaliação.

Se decidir avançar com o tratamento, este valor é abatido ao orçamento final.

Preciso de levar algum exame?

Se já tiver ortopantomografia, telerradiografia, TAC/CBCT, fotografias clínicas, modelos digitais ou relatórios ortodônticos recentes, deve trazer.

Caso não tenha exames, não há problema. Durante a consulta indicamos quais são necessários para completar o diagnóstico e planear corretamente o tratamento.

Vou precisar de aparelho ortodôntico?

Na maioria dos casos, sim. A cirurgia ortognática é frequentemente feita em conjunto com tratamento ortodôntico, antes e/ou depois da cirurgia.

Em casos selecionados, pode ser possível uma abordagem mais curta ou com cirurgia primeiro, mas isso depende da mordida, da posição dos dentes e da estabilidade pretendida.

Quanto tempo dura todo o processo?

Depende da necessidade de ortodontia e da complexidade do caso. Em alguns pacientes, o tratamento global pode demorar vários meses; noutros, pode ultrapassar um ano.

A cirurgia em si é apenas uma fase do processo. O mais importante é garantir que o resultado é funcional, estável e adequado à face do paciente.

Quando vejo o resultado final?

Alguma diferença é visível logo após a cirurgia, mas o edema inicial altera a perceção do resultado.

A melhoria torna-se progressivamente mais evidente ao longo das semanas, e o resultado facial final é avaliado de forma mais realista após alguns meses.

A cirurgia é dolorosa?

A cirurgia é realizada sob anestesia geral, em ambiente hospitalar, pelo que não sente dor nem desconforto durante o procedimento.

No pós-operatório, é normal haver edema, alguma limitação na abertura da boca e desconforto nos primeiros dias, mas a dor é habitualmente controlada com medicação adequada.

Fico com cicatrizes visíveis?

Na maioria dos casos, não. A cirurgia ortognática é realizada através de incisões dentro da boca, sem cicatrizes visíveis na face.

Em situações específicas, pode ser necessário algum acesso complementar, mas isso é sempre explicado previamente se for aplicável ao seu caso.

Quanto tempo fico internado?

Depende da extensão da cirurgia e da recuperação imediata, mas habitualmente o internamento é curto. Em muitos casos, o paciente tem alta no dia seguinte à cirurgia.

A decisão é sempre tomada com base na segurança clínica e na evolução pós-operatória.

Vou ficar algum tempo de baixa?

Sim, geralmente é necessário um período de recuperação. Em muitos casos, recomenda-se cerca de 1 a 2 semanas de baixa, dependendo do tipo de cirurgia, da extensão dos movimentos realizados e da sua atividade profissional.

Trabalhos fisicamente exigentes, com esforço, contacto físico ou necessidade de falar muitas horas por dia, podem exigir um período mais prolongado. Esta indicação é sempre ajustada individualmente.

Vou conseguir comer normalmente depois da cirurgia?

Nos primeiros dias e semanas, a alimentação é adaptada. Começa-se habitualmente com dieta líquida ou pastosa, evoluindo gradualmente para alimentos moles e depois para uma alimentação mais normal, conforme a cicatrização e as indicações médicas.

O objetivo é proteger os maxilares durante a fase inicial de consolidação óssea.

Quais são os riscos da cirurgia?

Como qualquer cirurgia, a cirurgia ortognática tem riscos, incluindo edema, hematoma, infeção, alterações temporárias ou persistentes da sensibilidade, alterações da mordida, necessidade de ajustes ortodônticos, recidiva parcial ou necessidade rara de nova intervenção.

Estes riscos são discutidos na consulta, de forma clara e adaptada ao seu caso.